Concurso Mercado dos Olivais, Lisboa

Local

Olivais

cliente

Concurso público

coordenação projecto

Pedro Ravara

arquitectura

Patrícia Matias
Pedro Ravara
Mariana Paiva
Catarina Caldeira
Adélcia Brito
Maria Beatriz Cabaço

data

2024


O chão deste lugar é o centro da cidade, o seu lugar gravítico, o ponto destinado ao encontro entre quem oferece e quem procura. É um solo fértil na sua densidade de uso, de cheiros e sons, de produtos e de comerciantes e compradores. É o ambiente do mercado, ao nível do piso térreo.
O pavimento do mercado, estende-se para além dos seus limites interiores, requalificando os espaços exteriores adjacentes ao mercado, como o “chão da cidade”, num todo que formaliza a continuidade formal e funcional que se pretende com a envolvente imediata. A modelação proposta oferece continuidade (visual, física e sensorial) com as pracetas e com as galerias existentes sob o edificado. O solo agrícola, na cobertura do novo mercado, é o lugar de origem dos produtos que são levados para o mercado. A distância entre um e outro é cada vez mais longínqua, mais universal, tornando os produtos menos acessíveis e por isso mais caros.
Complementarmente às hortícolas, ocorrem as aromáticas, medicinais e especiarias que cativam os polinizadores e potenciam a realização de atividades pedagógicas (workshops, oficinas de desenho, velas e sabonetes ecológicos, etc.). O espaço livre no varandim interior permite ainda ações de sensibilização para redução do desperdício alimentar e para a cidade ou como cenário para concertos e outras experiências para os sentidos.
A opção para a cobertura do mercado procura ainda enriquecer o sistema de vistas que, a partir dos edifícios existentes, a domina.
Construção sustentável e passiva, materiais de emissão carbónica zero: Betão “verdi zero” (tipo Secil), Madeira (CLT e GLT) compensam e mitigam o uso do vidro e do aço inox; ventilação cruzada e a quase ausência de sistemas ativos.